Monday, April 14, 2008

Pinoy é o cara!!

Quase todos os dias nas manchetes dos jornais falavam algo sobre Pinoy. Coisas do tipo:

"Pinoy vence campeonato de box"

"Pinoy mostra sua criatividade na exposição de arte"

"Pinoy é candidato a cargo na ONU"

Fiquei pensando "Porra esse Pinoy é um fodão mesmo!". O Philippine Star é um jornal que tem aquele formato que as notícias começam na primeira página e no meio da reportagem tem o "continua na página x". Ou seja em vez de resumirem as notícias na primeira página, simplesmente continuam adiante. O que eu acho uma merda, o Guardian tem o mesmo formato.

Mas hoje resolvi ver quem era o "Grande Pinoy" e fui para a página x. Enquanto procurava a notícia vejo a seguinte manchete:

"Pinay condenado morte nos Emirados Árabes".

Péra aí! Comoo jornal pode cometer um erro desses (PinAy) e como o cara poderia ser condenado à morte nos Emirados e expor em Manila? Último pedido do condenado?

Nada disso. Em minha ignorância e, por nunca ter a curiosidade de continuar a ler a maioria das notícias, não tinha percebido que Pinoy é o gentílico local para Filipino e Pinay para Filipina. Como no inglês o gênero da palavra não é evidente pela escrita eu li "PinAy condenadA a morte..." como "PinAy condenadO..."

Assim uma notícia era sobre uma empregada doméstica condenada a morrer em Abu Dhabi acusada de matar a filha dos patrões e a outra celebrava a criatividade dos Filipinos.

Assim fiquei conhecendo Pinoy, o fodão!

Tuesday, April 08, 2008

Não basta rejuvenescer o rosto!


Mais uma do "Philippine Star": uma propaganda de uma clínica de rejuvesnescimento vaginal. Para mim isso era uma grande novidade e "reconstrução de hímen" uma coisa de peças do Nelson Rodrigues (lembram do Bonitinha, mas ordinária?).

Aquio assunto é tratado abertamente como propaganda no meio das páginas de política. No Brasil temos propaganda de clínicas para tratar impotência. Cada um com seus problemas...

Mas achei o máximo a foto da mulher sorrindo e por isso coloquei aqui.

Alguma leitora interessada? Tem no Brasil também (veja por exemplo aqui.)

Monday, April 07, 2008

A Crise do Arroz

No começo, confesso, não dei muita importância. Entretanto todo o dia estampado nas manchetes do Philippine Star estavam as preocupações do governo com o abastecimento de arroz.
Políticos, atacadistas e empresários discutindo sobre os preços de arroz que estavam subindo. Para mim era um certo alarmismo, achei mesmo que era falta do que falar. Mas não...

Vou tentar ordenar os fatos conforme os fui percebendo. No dia que cheguei aqui em Manila (dia 29 de março) indo para o hotel passei por um restaurante bem simples na beira da pista que tinha a seguinte propaganda:

"Pague X e coma todo o arroz que puder!"

No Brasil, normalmente, se vc vai a algum restaurante e pede uma carne vc tem "todo o arroz que puder comer". Pelo menos se vc vai comer um PF na padaria-boteco-lanchone e pedir mais arroz o cara dificilmente vai dizer não. Por isso pensei "pô assim é fácil! Todo o arroz que o cara quiser! Até eu posso oferecer". A coisa não é tão simples assim...

Primeiro porque o cara que oferece todo o arroz que um filipino (asiático em geral) pode comer, realmente comete um ato de coragem. Não há limites. Aqui come-se arroz no café da manhã, almoço, jantar e até no lanchinho da tarde. Um dia desses no hotel vi um menininho filipino de uns 5 anos no máximo comendo mais arroz que como em um dia. Isso às 7h00 da manhã.

Outro fator, como já disse, é essa crise. Os preços estão disparando no mercado internacional e as Filipinas importam uma quantidade considerável de arroz para conseguir abastecer o povo. Mesmo subsidiado pelo governo o preço do arroz que era de USD 0.50/Kg no final de março hoje está cotado a USD 1.15/Kg! Já existe o problema do desabastecimento localizado o que tem gerado protestos populares por todas as Filipinas. São 85 milhões de pessoas na ilha sendo 30 delas abaixo da linha de pobreza (conhecem um país parecido?? Acertou, o "glorioso"!)

Por isso na sexta-feira passada havia um caminhão distribuindo arroz subsidiado pelo governo na EDSA guardado pelo exército. A presidente Gloria Arroyo sugeriu certas medidas emergenciais como diminuição dos impostos para os produtores de arroz e uma suspensão imediata de empreendimentos imobiliários em plantações de arroz (leia-se conversão de plantações em condomínios e campos de golfe).

Ou seja a equação é a seguinte: 85 milhões, comendo um monte de arroz renda per capita 3 vezes menor que a do "Glorioso". Situação altamente explosiva, pior que as bombas dos separatistas de Cebu, para Sra. Arroyo resolver.

Só quero dar o fora antes dessa banda começar a tocar.

Cinco minutos com meu pai.

Vi essa pergunta numa comunidade que participo no Orkut chamada "Que saudades do meu pai". O que eu faria se pudesse ter mais cinco minutos com ele? Isso me toca bem mais agora que estou longe do Brasil e sozinho. Já tive uns dois sonhos muito vívidos com meu pai depois que ele morreu há 13 anos.

Mas voltando à pergunta, o que eu faria com 5 minutos a mais com meu pai. Ia precisar de uma certa preparação mas seria mais ou menos assim:

1. Você é avô, sua neta fará 10 anos em agosto. Ei-la.

2. Mamãe está bem, vai muito ao médico e só fala em doenças existentes e imaginárias. Você sabe ela sempre foi assim.

3. Bom eu me formei logo depois que vc morreu, fiz o mestrad0 mas não fiz o doutorado. Trabalho com telecom e viajo o mundo inteiro. Morei em alguns países e descobri que meu lugar é o Brasil mesmo.

4. Continuo totalmente inábil para trabalhos manuais e consertar qualquer coisa mecânica. Levo algum jeito para eletricidade e eletrônica.

5. Continuo lendo para caramba e sempre curioso.

6. Parei de fumar maconha. Ainda bebo, mas nada que atrapalhe meu trabalho.

7. Estou com uma nova mulher, vivendo bem e com muitos planos para o futuro.

8. Voltei a tocar violão e guitarra.

9. Tudo o que você fez por mim está aqui. Não sou rico, mas vivo com conforto e feliz. Tenho amigos, duas cachorras e uma família (separada mas uma família). Se fiz alguma bobagem foi culpa exclusivamente minha porque você sempre me deu o melhor

10. Sim me lembro do sonho que tive no Rio. E não vou cometer os mesmos erros que me disse que cometeu (quais foram pai?). E para onde ia aquele trem? Você estava andando de metrô como fazia comigo quando era pequeno, simplesmente por passear ou pegou aquele trem para algum outro lugar? Eu fiquei parado na estação, mas um dia chegará meu trem.

Sei que não deram cinco minutos ainda. Mas o resto do tempo faríamos algo que sempre soubemos fazer bem: respeitar o silêncio um do outro. Admirar a essência de cada um e ter a certeza que cada um deu o melhor de si.

E assim seria esse encontro imaginário com o velho Chico...

Saturday, April 05, 2008

Aqui quem manda são "homens de saia"

Esse lance do lançamento da Playboy daqui está dando o que falar. Na 4a feira, dia do lançamento, a Conferência dos Bispos Católicos das Filipinas lançou uma nota de repúdio. Algumas das risíveis declarações dos homens de saia são :

“We are already a lost generation,” he said, adding that allowing these types of obscene materials to flourish could “add to the degeneration of our sexual culture.”

“It would add to our sexual pervasiveness,” he exclaimed."

Eu já fui católico durante muito tempo de minha vida e por isso critico esses bispos. Como disse Jesus uma vez referindo-se aos fariseus são "sepulcros caiados": brancos por fora e podres por dentro. Se esses bispos quisessem mesmo conservar os valores morais dos Filipinos eles deveriam vir aqui para Makati e fechar os bares que facilitam a prostituição. Por que eles não vão fechar o TGI Friday's ou o Hard Rock Cafe? Por que eles não tentam fechar o Havana Café que é praticamente prostitutas e potenciais clientes? Nada contra as meninas, mas o discurso desses bispos é obviamente populesco. Continuam pregando contra o uso de contraceptivos e a população da Grande Manila bate os 20 milhões. E tem ainda a Crise do Arroz que contribui para caos. Falarei disso em outro post.

O pior de tudo é que esses bispos aqui das Filipinas parece que têm muito poder ou ao menos influência. Qualquer comunicado da CNBB no Brasil não é motivo nem de 5 min de conversa para um católico brasileiro médio, mas aqui a coisa é diferente. Não duvido que consigam tirar das bancas a Playboy mais pudica que já lançaram no sec. XXI.

Ainda não comprei a minha, mas comprarei antes que acabe ;-).

Sunday, March 30, 2008

Playboy das Filipinas

Só aqui mesmo... vão lançar uma Playboy sem mulher pelada! Segundo o editor vai ser uma revista para o público com "estilo de vida maduro", o que quer que isso seja.

Segue o artigo original e o link. Essa vale a pena ter um exemplar!

MANILA (AFP) - The Philippines will get its own edition of Playboy magazine -- only without the nudity that made the US version famous, the editor-in-chief of the local edition said Thursday.

The Philippine edition will be launched on April 2 as a "mature lifestyle magazine", said veteran journalist Beting Laygo Dolor.

While the magazine will offer pictorials of beautiful women, it will not include nudity. "It will be tamer than the US edition but not as tame as the Indonesian edition," Lagyo Dolor said in a television interview.

He said it would be aimed at a more mature, affluent readership than "lad magazines" such as FHM and Maxim which already have Philippine editions.

It will be the 25th international edition of the US-based magazine which was launched more than 50 years ago.

The local edition will have serious articles and fiction by some of the country's best-known writers but will also include such staples as a "playmate of the month", Lagyo Dolor said

Movies and publications showing nudity have run into strong opposition in the conservative, largely Roman Catholic Philippines with watchdog groups sometimes filing criminal charges against those who distribute such materials.

Missa no Shopping & catando piolhos na EDSA

Realmente esse país não pára de me surpreender...

Mais uma vez estou aqui nas Filipinas. Cheguei no sábado e minha adpatação ao fuso horário daqui foi bem mais tranquila dessa vez. Uma vez me disseram que mais cedo ou mais tarde o homem se acostuma a qualquer coisa... e essa pessoa estava certíssima.

Bom as duas coisas estranhas que vi em dois dias por essas terras

1. A missa no Shopping:

Lá ia eu no domingão pela manhã (umas 10h) comprar gilete e espuma de barbear em uma drugstore do Glorietta Mall. De repente vejo um monte de gente parada e olhando para o piso de baixo. Logo pensei que fosse alguma tragédia ou alguma coisa estranha como uma prisão acontecendo. Fiquei meio ressabiado de passar pelo meio do povo (para mim quanto mais gente junta maior a probabilidade de uma confusão e sendo um "estranho em uma terra estranha" todo o cuidado é pouco), mas tomei coragem e fui. Bem quando olho para baixo vejo um altar (completo com crucifixo e tudo), um padre todo paramentado e uma missa prestes a começar. No hall foram postas várias cadeiras da plástico e o lugar estava tomado de gente.

Eu já tinha visto algo parecido na Quarta-Feira de Cinzas (sim, eu passei o Carnaval por aqui) na Globe Telecom. Cheguei ali para dar o curso e todos estavam assistindo à missa. Fico pensando o que espanhóis devem ter feito para tornar um povo que vive numa ilha do Pacífico cercado de budistas, xintoístas, hinduístas etc católicos tão fervorosos. Pela dialética que não deve ter sido. Aliás aqui é onde os caras se crucificam e auto-flagelam na Semana Santa. Felizmente não estava aqui para ver isso.

2. Catando Piolhos: essa foi uma foto que vi no jornal (Philippine Star) hoje pela manhã. Mostra uma família um catando piolhos do outro na avenida EDSA.
Fiquei meio triste ao ver essa foto. Ela mostra mais ou menos como vive o povão daqui e suas mazelas. Não me lembro de ter visto nas ruas do Rio ou de Sampa algo assim (mas já vi coisa bem pior).
Isso acontece bem embaixo da janela do meu apartamento que faz frente para a piscina e para a EDSA. Enquanto eles catavam piolho cozinhando no calor de Manila, provavelmente esperando o jeepney eu num hotel 4-5 estrelas com meu quarto com ar-condicionado...

Tem horas que fico muito chateado com o mund; quando viajo e essas desigualdades ficam mais evidentes ainda...


Dá vontade de fazer como Buda: largar o palácio e buscar o significado das coisas.

Wednesday, February 13, 2008

Jet-Lag, paralisia do sono e outras coisas

Acredito que ainda não falei o que fui fazer do outro lado do mundo. Para quem não me conhece trabalho com engenharia de telecomunicações e isso me faz viajar bastante, principalmente pela América Latina. Neste caso foi para Manila a convite da filial de minha companhia lá para ministrar um workshop sobre GPRS (se não sabe o que é siga este link).

Agora os fatos estranhos: durante minha estadia lá em Manila fui acometido ao menos 3 noites pela paralisia do sono. Para quem não sabe isso ocorre quando uma pessoa acorda no meio do sono REM e não consegue se mexer, embora possa escutar tudo à sua volta. Hoje não me assusto mais com isso, mas no começo isso me atormentou. Certamente a paralisia do sono deve-se a Jet-Lag: 10 horas de diferença entre São Paulo e Manila.

Mas o mais estranho foi um sonho que tive com uma amiga. Sonhei que tentava salvá-la de uma execução e que ninguém se importava. Quando voltei ao Brasil entrei em contato com ela e, me pedindo sigilo, disse que estava com um problema de saúde que pode ser sério. Que meu sonho não estava tão errado assim. Não posso dar mais detalhes pela promessa que fiz a ela.

Esse sonho me assustou. Tive um há alguns anos com meu pai (também estava viajando, dessa vez no Rio) e ele estava muito perturbado e me pedia para não fazer as "besteiras que ele fez". Depois ele pegou o metrô e se foi enquanto eu fiquei na estação. Sonho que perturbou porque meu pai parecia bem mal.

Olha eu não acredto em espíritos e coisas assim, mas também não em coincidências. Como fui sonhar com F. que não vejo há 2 anos, estando a mais de 18 mil quilômetros de distância? Por que ainda sonho que estou em Manila e os sonhos são tão reais, tanto que acordo e depois volto ao mesmo sonho? Talvez exista algo mais que não sei. Só não acredito em coincidências e nem que virei "antena de seres do outro mundo".

Tenho vivido uns dias estranhos: nos três primeiros que estive em Manila e agora depois que voltei.

Monday, February 11, 2008

Jeepneys

Jeepneys são o meio de transporte mais popular na Metro Manila (e em seus arredores pelo que pude ver) . A história, pelo que puder apurar, remonta a época que os americanos dominavam a ilha e tinham ali várias bases militares. Com o fim da Segunda Guerra e a Independência das Filipinas, 4 de julho de 1946 (até nisso os americanos deixaram a sua marca), os jipes ficaram e aí entrou a criatividade dos filipinos: esticaram a carroceria e carregam doze pessoas dentro. Tem rota fixa e paradas aleatórias, ou seja, o usuário fala "stop" e eles param onde for. Se você estiver atrás e não parar, azar!


Aqui algumas fotos deles tiradas na avenida Makati e Ayala, no coração financeiro de Manila.



Friday, February 08, 2008

O mercado de carnes e de peixes

Na volta para Manila fizemos uma pequena parada "estratégica" na cidade de Tagaytay.


Chito me pediu muito delicadamente se podíamos fazer uma parada num mercado de carnes porque, segundo ele, era carne fresca e até 20% mais barato que na Metro Manila. Esse mercado merecia uma foto, mas fiquei com receio do pessoal não gostar. Era minha primeira saída por aqui e não sabia que o pessoal adora fotos.

Bom esse mercado é uma das coisas mais absurdas que eu já vi. Pedaços e pedaços de boi pendurados em ganchos. Até aí nada demais se não fosse por:

1. condições de higiene precárias. Num dos balcões - para usar um adjetivo gentil - nojento um cara abria uma cabeça de boi. Aproveitamento 100%.

2. refrigeração era algo inexistente. Só para lembrar a temperatura por aqui fica em torno de 30 graus. O que me leva a crer que aquela carne toda (não era pouca) deveria ser vendida aquele dia. Não vi nenhum frigorífico em volta, ninguém pensando em salgar a carne, nada.

3. as moscas faziam a festa!

Quando Chito escolheu a sua carne (passamos por todas as bancas) eles dicutiram em Tagalog e ele pegou sua carne. Bom pensa que houve escolha entre "maminha", "picanha" ou algo do gênero? O cara simplesmente cortou transversalmente onde o Chito pediu, usou uma serra para cortar o osso e pesou. A quantidade de carne que ele comprou dava para fazer um churras para umas 20 pessoas. Ah sim na hora de pagar a mesma mão que pega o dinheiro, espanta as moscas e corta mais um pedaço de carne e pega mais dinheiro...


Com as carnes no porta-malas do carro seguimos na direção de Manila. Meu anfitrião ia me levara para comer frutos-do-mar na cidade de Pasay.
Ali, por volta das 15h00, paramos num Dam Pa que é um mercado onde se vendem mariscos. Chito desceu do carro e o segui até o mercado onde ele comprou mais um saco de comida. Para variar: temperatura em volta dos 30 graus, tudo exposto sem o mínimo de refrigeração. Ele comprou um pedaço de atum, uns camarões e umas ostras.
Em seguida fomos a um dos restaurantes que estão em volta do Dam Pa como se pode ver na foto ao lado. Aí o Chito entregou o saco para um dos garçons e eu entendi tudo: ia comer aquilo que estava exposto ali no mercado, às moscas e provavelmente desde manhã. Meu estômago começou a revirar...
Quando chegou a comida, olha, estava razoável. As ostras foram cozidas e provei uma. O atum tinha um gosto estranho e comi um dos camarões. Preferi ficar na cerveja e no arroz a mergulhar na mariscada. Um detalhe é que eles não usam facas para comer e sim um garfo e colher. Meus anfitriões comiam com gosto. Eu disfarçava como podia.
Esse foi o primeiro país que fui até hoje que a comida sempre me pareceu ter um gosto estranho. Na República Tcheca por exemplo era insossa; nas Filipinas gosto tinha algo de desagradável (ao menos para meu paladar) em todos os pratos. Só no restaurante do hotel que consegui comer bem.
Dali o motorista me levou para o hotel e dormi profundamente. Assim acabou meu segundo dia nas Filipinas.

Thursday, February 07, 2008

Filipinas - Visita ao vulcão Taal

Uma viagem muito legal. Aproximadamente a 50km de Manila encontra-se o vulcão Taal, considerado muito perigoso pelos especialistas, por sua contínua atividade e proximidade com centros urbanos. Chegar lá foi uma história a parte que vale a pena ser contada.

Meu contato aqui pediu para que o motorista me pegasse no hotel às 6h00 da manhã de domingo. Achei estranho irmos tão cedo, mas depois ele me falou que era por causa do trânsito que pegaríamos pelo caminho. Como se isso pudesse ser evitado... Na ida tudo bem, agora na volta... trânsito, muito trânsito!

Pelo caminho fui vendo que a cidade de Makati é um mundo a parte. O lugar é bem pobre mesmo. Algumas coisas que me chamaram a atenção pelo caminho foram:

1. a quantidade enorme de casas de penhores nas pequenas vilas

2. a quantidade de ferro velho também. Só como comparação não vi nenhuma farmácia pelo caminho.

3. os barracos de 2 andares nas favelas. A parte de baixo feita de tijolos enquanto a de cima com folhas de latão.

Antes de ir a Taal fomos a um zoológico (de onde o Chito, meu contato, tirou a idéia de visitar um zoo eu não sei. Eu que não pedi...). Para quem conhece o de São Paulo aquele é uma verdadeira piada. Por outro lado é um fica dentro de um hotel (ou seja privado) e isso merece o maior respeito. A parte mais interessante foram os tigres e as aves daqui. O resto não era muita coisa assim tão excitante.

Depois descemos até o lago de Taal de onde tem que se pegar um barco para atravessar o lago e ir para a cratera. Do outro lado tem uns caras que alugam uns cavalos para vc subir. Diziam eles que eram 5 km até a cratera que tinha porque tinha que ir a cavalo. Bom como o motorista pegou um cavalo (Chito ficou do outro lado com o carro) pensei que seria um a boa idéia. Eu fiquei 5 min em cima do cavalo. Para um motoqueiro como eu um cavalo é uma coisa muito instável e não gosto da idéia de confiar minha segurança a algo que tem vontade própria, assim apeeei e fui o resto do caminho a pé. Não era nem 2 km até a cratera e a subida era relativamente suave. Para quem fez caminhadas pela Chapada dos Veadeiros aquilo era brincadeira de criança.

A cratera é deslumbrante como pode-se ver pela foto. O que não dá pare perceber nas fotos são os gases sulfurosos que ela emite... O dia que aquele vulcão entrar em erupção para valer aquela vila aos pés dele e mesmo as casas de veraneio do outro lado do rio vão virar lenda. Para quem não acredita, basta ver as fotos da última erupção.

Voltamos, Roger e eu, mais ou menos 2h depois para encontrarmos Chito do outro lado do Lago e voltar para Makati.
Acima: vista da cartera. Ao lado: eu, suado para caramba, ao chegar no alto da cratera.
Próxima postagem: o mercado de carnes e nosso almoço de domingo.

Wednesday, February 06, 2008

Filipinas - Makati City

Estou aqui nas Filipinas desde sábado, dia 2 de fevereiro. É, perdi o Carnaval... so what? Nunca gostei de Carnaval mesmo.

Nesta postagem falarei um pouco de minhas primeiras impressões sobre o pouco que pude conhecer das Filipinas.

Chegando em Manila

Obviamente que eu cheguei pregado depois de 28 horas viajando. Sábado, 9h30 da manhã e um calor do cacete. Peguei o traslado do aeroporto ao hotel e já tive uma prévia do que é a Região Metropolitana de Manila: favelas e um trânsito infernal. Nesse ponto nada muito diferente da cidade de São Paulo. O motorista, que tinha um inglês bem razoável, me explicando as coisas de Manila e os lugares onde eu deveria visitar. Lógico que ele me recomendou umas casas especiais onde eu poderia ver uns espetáculos artísticos com garotas... Disse que ninguém me forçaria a fazer nada, mas que era bom ver um showzinho.

Fiquei pensando: será que eu tenho cara de homem de meia idade tarado? De qualquer forma ele me deu umas boas dicas de bares que usei posteriormente.

Makati City

Cheguei ao meu hotel que, para dizer o mínimo é um espetáculo. Chama-se Peninsula Manila e as fotos do web site são bem melhores que as que eu tirei. Depois de dar uma descansada resolvi exploarar as imediações de Makati. Essa cidade - pertencente à Zona Metropolitana de Manila - é o coração financeiro das Filipinas.


Dei uma breve cochilada para ir ao Greenbelt , um shopping center com vários bares. No caminho fui notando que havia várias garotas filipinas com ocidentais circulando pelas avenidas Makati e Ayala. Pensei: ou o padrão de beleza daqui é o careca e barrigudo, ou essas garotas são profissionais. Rapidamente eu teria a resposta. Mas a dúvida persistiu porque não vi nada no caminho que indicasse uma "casa de espetáculos" que me recomendara meu amigo taxista.

No Greenbelt a primeira coisa estranha: um segurança na entrada com detetor de metais e ainda revistando as bolsas de todo mundo. Muito estranho... na Guatemala que todo o segurança de restaurante carrega no mínimo uma escopeta a checagem de segurança não é tão rígida assim. Mas aí me lembrei que mesmo na chegada ao meu hotel havia dois guardas que fizeram o taxi parar, abriram o porta-malas e checaram embaixo do carro. Sim, amigos, é isso mesmo: bombas! Tem um bando de malucos aqui do sul, separatistas ou algo que o valha que adoram atacar shopping centers. Imagine agora um shopping com dezenas de entradas e saídas e, sim, em cada uma delas a checagem é feita. Por isso ao sair por Manila, deixe sua mochila no hotel. Isso vai poupar tempo.

Ali resolvi beber uma cerva local (San Miguel) e dar uma banda. Encontrei um bar animadíssimo chamado Café Havana. Eram umas 23h mais ou menos e bastou dar uma olhada para os lados para perceber algo estranho: muitos estrangeiros, a maioria de meia idade, muitas meninas locais e quase nenhuma estrangeira e a cerveja custando o dobro da que eu tomei no bar anterior. Por sinal bastou eu chegar no balcão para um bando de meninas começar a se assanhar. Pronto! Ali era o local de encontro das profissionais com os clientes. Na verdade o lugar não é em si um puteiro. Eu vi algo parecido na China há alguns anos no Hard Rock Café: depois das 22hrs o local fica repleto de profissas. O mesmo ocorre por aqui. O lance é que elas são discretas (no traje é claro). A chegada é firme e convite para sair dali aparece logo.

Saí do Havana Café - sozinho - e fui dormir. Na próxima postagem eu conto da minha visita ao vulcão Taal. E das estranhas coisas que fui encontrando pelo caminho.

Wednesday, December 05, 2007

Amsterdam é o canal

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Este texto deveria ter sido publicado no ano passado. Foi completado agora em fevereiro. Entrei 2008 com mis inspiração para escrever.
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O título é claro, um trocadilho. A cidade de Amsterdam gira em torno de seus canais. Aqui seguem as minhas impressões desse lugar único que visitei em novembro do ano passado e também agora numa rápida passagem enquanto esperava minha conexão para São Paulo.


1. O lugar é uma loucura que não tem tamanho. Convivem na mesma cidade prostituição, drogas (maconha e haxixe; o resto é ilegal) , bares e lindos museus.

2. os canais revelam a engenhosidade e brio dos holandeses. Só por eles já se pode dizer que são um povo admirável.

3. por outro lado eles vivem com a cara fechada. Consigo entender o porque: numa temperatura de 2 graus Celsius, com uma persistente chuva fina, não dá para ficar sorridente. Constatei isso vendo meu semblante refletido em uma vitrine.

4. a língua holandesa é uma das coisas mais horríveis que já ouvi. Eu falo um pouco de alemão e era recém-chegado da Suécia e achei simplesmente o fim o som do holandês. Parece as minhas duas cachorras brigando.

Para andar por Amsterdam siga os canais que saem radialmente a partir da Estação Central. Se seguir as ruas, principalmente na Cidade Velha, irá fatalmente andar em círculos. A partir dos canais explore as adjacências. O passeio de barco também é muito interessante.

Outra forma é de bicicleta pois as ciclovias estão por toda a cidade. Mas, honestamente, eu desisti da idéia de andar pela cidade na chuva e frio sobre duas rodas. Outro problema é que não poderá entrar na Cidade Velha e nas ruas mais "antigas".

Não há muito mais a dizer. Só que é um lugar altamente recomendável de se ir e passar uns 2 ou 3 dias para explorar a cidade. Sem deixar de ver os Museus, a Casa de Anne Frank e outras coisas.



Tuesday, April 03, 2007

"Um bom samba é uma forma do oração..."

Já falou o saudoso Vina em uma de suas canções. Eu diria que andar de moto é também uma forma de oração.

Em minha moto fico completamente concentrado em meu entorno e meus pensamentos elevam-se a Buda. Sim, penso em Buda, nas "quatro nobres verdades" e quão difícil é o caminho do budismo. Sobre essas dificuldades eu falarei em outra oportunidade.

Abraços.

O Dia do Perdão

Não, não vim aqui para falar somente do feriado judaico. É que no último sábado, dia 31 de março eu voltei a falar com duas pessoas que havia brigado. Foi o meu dia do perdão, o meu Yom Kippur. As razões da briga não importam aqui. O que quero relatar é que fui tomado de um sentimento muito bom de perdoar e, principalmente, ser perdoado. Foi uma dessas experiências da vida que deixam a pessoa leve e feliz.

Interessante a idéia do Yom Kippur judaico; segundo informações coletadas na Internet é, como imaginava, um período em que se faz as pazes com o próximo e com seu deus. Todo o ano isso se repete o que torna o Yom Kippur uma verdadeira "instituição".

O que eu recomendo a todos os meus amigos é que tenham o seu Dia do Perdão. Deixe que o aborrecimento passe, que seu espírito se tranquilize. Daí perdoe e peça perdão. Você verá como seus amigos se tornarão mais próximos de você. Como disse sabiamente minha amiga Penélope: "A gente só briga com quem a gente gosta". Verdade.

Cândida e Tony: Estou muito feliz por estar novamente no coração de vocês. Obrigado.

Grande abraço,

Marcio

Retrato de um ENFP - Extraverted iNtuitive Feeling Perceiving

Acho que bate com muita coisa de como eu sou...

(Extraído de http://wiki.inspiira.org/view/Persona/ENFP)

Seu modo principal de viver é focado externamente, de onde você absorve os fatos primariamente através de sua intuição. Seu modo secundário é focado internamente, onde você lida com as coisas de acordo com a maneira como você se sente quanto a elas, ou de acordo com a maneira com que elas se encaixam no seu sistema de valores pessoais.
Você é uma pessoa calorosa, entusiasmada, tipicamente muito inteligente e cheia de potencial. Você vive num mundo de possibilidades, e pode ficar muito apaixonado e entusiasmado com as coisas. Seu entusiasmo dá a você a habilidade de inspirar e de motivar os outros, mais do que é constatado em outras pessoas. Você tem a habilidade de conseguir o que você quiser com o seu papo. Você ama a vida, vendo-a como um dom especial, e luta para tirar o máximo proveito dela.
Você tem uma variedade incomum de habilidades e de talentos, e é bom em quase tudo o que te interessa. Orientados a trabalhar com projetos, você pode acabar encarando várias carreiras diferentes durante sua vida. Para quem observa de fora você pode parecer perdido e sem objetivo, mas é na verdade muito consistente, pois possui um senso de valores que você utiliza como uma lei que rege a sua vida. Aliás, tudo o que você faz deve estar alinhado com seus valores. Você precisa sentir que está vivendo sua vida como você mesmo, andando de acordo com o que você acha certo. Você vê significado em tudo, e está numa batalha contínua para adaptar sua vida e seus valores para conseguir atingir uma paz pessoal. Você está sempre ciente e inclusive preocupado em perder contato consigo mesmo. Como a empolgação emocional é normalmente muito importante em sua vida, e como você está sempre focado em estar com sua vida alinhada, você acaba freqüentemente sendo um indivíduo intenso, de valores altamente desenvolvidos.
Você necessita se focar em terminar os projetos que você começa. Este pode ser um grande problema para você. Diferentemente de outras pessoas extrovertidas, você precisa de tempo sozinho para encontrar seu equilíbrio, e para ter certeza que você está em sintonia com seus valores. Se você se mantiver equilibrado, é muito provável que você tenha obtenha sucesso em seus projetos. Então, não caia no hábito de sair rapidamente de um projeto quando você se animar com uma nova possibilidade, pois você pode acabar nunca atingindo os grandes objetivos que você pode atingir.
Você tem uma ótima capacidade de lidar com as pessoas. Você é genuinamente caloroso e interessado por elas, e coloca uma grande importância em suas relações com os outros. Você quase sempre tem uma grande necessidade de que os outros gostem de você. Especialmente numa idade mais jovem, pessoas como você tendem a demonstrar entusiasmo excessivo para com outras pessoas, exagerando no esforço para ser aceito. No entanto, assim que você aprender a equilibrar sua necessidade de ser verdadeiro para consigo mesmo, com sua necessidade de ser aceito pelos outros, você se tornará ótimo em trazer à tona o melhor que cada pessoa tem a oferecer, e será bem aceito por todos. Você tem uma habilidade excepcional de entender intuitivamente as pessoas após pouco tempo, e de usar sua intuição e flexibilidade para se relacionar com os outros no nível deles.
Por viver num mundo de possibilidades empolgantes, os detalhes do dia-a-dia são vistos como desagradáveis trivialidades. Você não coloca importância em tarefas detalhadas e de manutenção, e freqüentemente nem está ciente dessas questões. E quando você realmente tem que realizar essas tarefas, você não tem prazer em fazê-las. Essa realmente é uma área desafiadora para as pessoas como você, e pode se tornar algo frustrante para seus familiares.
Se você acabar indo para o “mau caminho”, pode se tornar um tanto manipulativo –e muito bom nisso. O talento de ser persuasivo com o qual você foi abençoado faz com que você consiga o que quer de maneira natural e fácil. Porém, na maioria das vezes você não irá abusar destas habilidades, pois estas não se encaixam com seu sistema de valores.
Às vezes você também comete erros de julgamento graves. Você tem uma habilidade incrível de perceber intuitivamente a verdade sobre uma pessoa ou situação, mas quando você aplica um julgamento à sua percepção, você pode chegar a conclusões erradas.
Se você não aprender a levar as coisas que você começar até o final, você pode encontrar dificuldades em se manter feliz em casamentos. Sempre vendo as possibilidades do que pode ser, você pode se cansar do que realmente é. O forte senso de valores irá te manter você dedicado às suas relações. No entanto, como você gosta de um bocado de animação na sua vida, se dará melhor com pessoas que se sintam confortáveis com mudanças e com novas experiências.
Ter um pai como você pode ser uma experiência muito divertida, mas pode ser uma experiência estressante para crianças com fortes tendências concretas ou de organização. Estas crianças podem ver seus pais como inconsistentes e difíceis de entender, à medida que são carregadas por esse redemoinho que é a vida do pai. Algumas vezes você desejará ser o melhor amigo de seus filhos, e em outras vezes fará o papel do pai autoritário. Mas você seu sistema de valores é sempre consistente, o que impressionará suas crianças mais que tudo, juntamente com sua simples felicidade de viver.
Você é basicamente uma pessoa feliz, mas pode se tornar infeliz se confinado a horários estritos e a tarefas mundanas. Consequentemente, você trabalha melhor em situações onde você tenha muita flexibilidade e onde você possa trabalhar com pessoas e com idéias. Uma ótima idéia seria a de você abrir seu próprio negócio! Você tem a capacidade de ser altamente produtivo mesmo com pouquíssima supervisão, apenas necessitando que você esteja entusiasmado com o que você está fazendo.
Por ser tão alerta e perceptivo, constantemente analisando o ambiente ao seu redor, é bem provável que você sofra de tensão muscular. Você tem uma grande necessidade de ser independente, e resiste a ser controlado ou rotulado. Você precisa manter o controle sobre si mesmo, mas não acredita em controlar os outros. Sua necessidade de independência e de liberdade se estende tanto a si próprio, quanto aos outros.
Você é uma pessoa charmosa, engenhosa, que se arrisca, sensível, voltada às pessoas, e com capacidades de todos os tipos. Você tem muitas qualidades que irá utilizar para se satisfazer na vida (e também àqueles próximos a você) se conseguir se manter equilibrado, e dominando sua capacidade de levar até o fim o que você começar.

Monday, March 19, 2007

Impressões de Santo Domingo

Segue abaixo um e-mail que mandei a meus amigos de um newsgroup. Sintetiza bem o que foi minha segunda experiência na República Dominicana.

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Olha vou falar uma coisa: o pessoal tá nessa de "será que o Rio tem condições de sediar o Pan?" ou "vamos fazer feio...". Balelas. Acabei de chegar de Sto. Domingo e digo: se lá os caras conseguiram sediar o Rio tira de letra.

Para vcs terem um idéia, quando chovia um pouco mais forte as luzes iam pro saco, os links de voz e dados deles com o mundo exterior já estão no osso, o trânsito é um salve-se quem puder: o sinal vermelho é uma "mera sugestão". Nos cruzamenos de avenidas os carros viram em todas as direções possíveis e imagináveis em 2D. Honestamente não sei como consegui dirigir naquela cidade. O espanhol deles é algo que faz Cervantes revirar na tumba e dançar o reggaeton. Reaggaeton... ay caray! Todas as rádios tocando essa desgraça 24h por dia. E se alguém pisar no seu pé, peça desculpas. Qualquer segurança de farmácia tem uma escopeta. E ele aproveita para fazer um bico de flanelinha, por isso, capriche na gorjeta.

Pelo menos as praias são maravilhosas, deixam muita praias brasileiras no chinelo.

Saturday, March 10, 2007

De Santo Domingo

Consegui o vôo, mas vou ao Rio de Janeiro. De lá consegui um vôo da Gol para chegar em Congonhas.

Nada mal.

Guatemala - Parte 2

Conforme prometido continuo com as histórias de minhas viagens. Terei bastante tempo para isso pois estou em Santo Domingo na República Dominicana sem conseguir um vôo para voltar ao Brasil. Mas isso conto uma outra hora.

Atitlán: como já disse é um belíssimo lago. Até hoje o lago mais bonito que vi, seja por fotos, seja ao vivo. Descansei uns dias alí no hotel Barceló. Um momento muito gostoso foi atravessar o lago remando de caiaque e ouvindo somente o barulho do meu
remo nas águas. Dias de paz e tranquilidade.

Antigua Guatemala: fica muito perto da capital. Na verdade ela era a antiga capital
(por isso o nome dãããããã). Tão perto fica que você pode ir a uma balada lá e depois voltar para a capital. O problema é chegar; a estrada é sinuosa e bem perigosa. Depois de encher a cara por lá, o mais recomendável é que fique por lá mesmo. E você terá que arrumar um hotel pois os bares todos fecham cedo lá. Quando estive a primeira vez era por volta de 1hoo da manhã. Hoje creio que tenham estendido o horário para umas 2h30 mais ou menos. Isso que é sacal para pessoas acostumadas com São Paulo onde nada fecha. De dia a Antígua é bem aprazível. É patrimônio da humanidade tendo muitos edifícios interessantes para se visitar. Ali há muitos estudantes de intercâmbio que vivem ali para aprender o espanhol. Eu diria que é uma excelente escolha.

Enfim a Guatemala é um lugar que sim vale a pena se fazer turismo. Até hoje
encontrei apenas um brasileiro que queria conhecer o país por conta da cultura maia. Mas há muita coisa ali para se ver. De uma outra vez que lá estive presenciei a erupção do vulcão Pacaya. Foi uma das experiências mais marcantes de minha vida. Como conseguimos driblar o bloqueio policial nos acercamos muito da erupção. Dava para sentir o chão tremer e escutar o
barulho das pedras que rolavam montanha abaixo. Realmente não tínhamos noção do perigo
que corríamos, pois estavamos fotografando o vulcão em cima de uma pilha de cinzas que
ele havia cuspido em uma erupção anterior. Se acontecesse uma similar quando estavamos
lá, eu não estaria contando essa história hoje. Mandei algumas fotos para o site
Volcano world. É capaz que ainda estejam por lá.

Tuesday, August 22, 2006

Guatemala - Parte 1

Vamos falar um pouco desse país que visitei pela primeira vez em 1999. Fui para lá a trabalho para auxiliar na migração do sistema N-AMPS (analógico) para o IS-136 (o nosso velho TDMA). Era minha primeira viagem a trabalho, em um país que não conhecia quase nada e isso tudo me excitava bastante.

Guatemala fica localizada no meio da América Central tendo como vizinhos México ao norte e Honduras e El Salvador ao sul. Para os guatemaltecos Belize ainda é um departamento (estado) deles, por isso ainda é retratado nos mapas como território pertencente ao país. A cidade da Guatemala (doravante Guate como ali é chamada) fica a um cota de 1500 m acima do nível do mar, assim durante todo o ano o clima ali é agradável, sem grandes oscilações de temperatura.

Conheci algumas cidades fora da capital, a saber:

Chichicastenango: fica a uns 140 km de Guate. Mas não se illuda: o relevo guatemalteco é altamente acidentado e as estradas nada boas. Você leva umas 3 horas para chegar até lá. Para quem estava na "cosmopolita" Guate ou na histórica Antígua (ver abaixo) é uma mudança e tanto. Cheguei ali num sábado por volta das 11h da manhã. Na praça central havia uma feira de artezanato em que se vendia de tudo, tudo mesmo, desde artigos típicos dos índios maias até aparelhos eletrônicos usados. Interessante foi ver que eles vendiam fitas cassete de artistas populares (piratas é claro) muito mal gravadas. Era como se o vendedor tivesse encostado o microfone no alto-falante.

Em Chichicastenango existe uma igreja muito antiga (não me recordo a data) dedicada a São Tomás (seria São Tomé??). Ali os maias ainda usam rituais pagãos de purificação com incenso. Fazem isso descalços, do lado de fora, antes de adentrar a nave da igreja. Segundo informações a igreja tem 18 degraus que representam os 18 meses do calendário. Ali como no Brasil há um forte sincretismo religiosos. Não tenho fotos dessa igreja pois é estritramente proibido fotografar lá dentro. Posso assegurar que há sempre um padre ou sacristão vigiando os turistas que tentam dar uma de espertalhões.

Panajachel: localiza-se às margens do lago Atitlán, margeada por 3 vulcões. Neste link há uma foto que mostra muito modestamente a beleza do local. O azul do lago Atitlán pela manhã é uma das mais belas imagens que tenho em memória (e em fotos que algum dia serão digitalizadas). Foi um lugar onde passei alguns dos dia mais tranquilos e pacíficos de minha agitada vida.

Mais tarde continuarei com Atitlán e Antígua.

Notícias de mim

Quase 13 anos depois eu resolvi escrever para dar notícias minhas e contar o que aconteceu nesses anos todos. O que me motivou a isso foi te...